Descobri o meu amigo Machadinho

     Eu descobri esse ano o Machado de Assis. Não que eu não o conhecesse, mas, como Jó diria, eu só o conhecia de ouvir falar. 

    Comecei a ler Memórias Póstumas de Brás Cubas, aleatoriamente, porque eu ia me desfazer do livro e queria ter certeza de que não iria me arrepender depois, por isso o abri e passei um olho no capítulo do delírio. Fiquei tão interessada que comecei a ler de verdade. E hoje eu, de verdade, me sinto fascinada. Estou na metade do livro, e a escrita desse homem é simplesmente genial. E o melhor: eu me identifico, por algum motivo. Acho que, se eu fosse escritora, meu estilo se assemelharia ao dele, talvez não com tanta genialidade e destreza, mas também seria profundo, pausado, dialogado, essencialmente humano como o dele. 

    Onde você estiver, Machado, saiba que há uma leitora que te admira mais do que ela possa explicar.  Se eu escrevesse minhas memórias póstumas, você seria citado nela (e muito elogiado, diga-se de passagem). Meu amigo de cor e de leitura. Obrigada por sua obra. 

J.R. 

Comentários

Postagens mais visitadas